quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Da boa vontade

Gosto de gente assim sabem?
De gente que não se cinge àquilo para que é pago.
Gente que faz o que pode no sentido de levar as coisas avante! D'as melhorar! Que de certa forma dê uma pancadinha no mundo para que rode no sentido certo.
Gente sem medo, sem preguiças, sem ressentimentos e principalmente, gente de boa vontade.
Porque já diz a minha avó. Quando se tem boa vontade, tem-se tudo.
Não sou das pessoas com a maior boa vontade que já vi.
Mas confesso que odeio fazer mal as coisas. Se é para fazer, que seja bem feito.
E tenho aprendido, que se posso fazer mais, devo fazer e pronto.
Porque "se toda a gente fosse um pouco assim"... E as coisas têm que começar nos bons exemplos.
Parar de pensar que somos formatados para fazer uma coisa dentro de um quadradinho. Não somos. Podemos romper arestas.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Ser Portuguesa aos 22

Tenho pensado nisto ultimamente, nisto de ser Portuguesa.
Se é bom ou mau. Se por um lado tenho tanta vergonha em o ser, se calhar tenho muita sorte.
Mas se antes gostava muito do meu país, de viver cá, hoje já não gosto.
Não gosto que cultivem esperança nos jovens e lhes cortem as asas antes de levantarem voô. Que me digam para emigrar, mas que o interior precisa de gente nova. Que não me deixem prosseguir com a minha investigação de final de curso, mas que os Portugueses são dos melhores investigadores que este Mundo tem. Que o Inglês seja obrigatório, não com o intuito primário de educar, mas de educar para que saibam falar outra língua e ter maior facilidade na emigração. Mas precisamos de jovens. Que se preze a construção de um estádio de futebol ao aumento de estruturas hospitalares. Que este país não conheça o significado da prevenção e prefira apostar no tratamento - de alguma forma acham que lhes traz mais fundos.
Não gosto de pensar que um dia, daqui a 40 anos, posso estar na situação da maioria dos nossos reformados, com uma reforma de 100 e poucos euros, direccionada quase inteiramente para medicamentos que precise, depois de anos e anos a contribuir para as despesas de um estado que preferiu gastar os meus trocos na promoção do turismo, ou do futebol, que na saúde e educação do seu povo. Ou sozinha, com os meus filhos a km de distância - porque para viverem, (e falo em viver, não sobreviver), foram obrigados a sair deste país, para um país que embora não os tenha gerado, abraçou-os o máximo que conseguiu.

Porque infelizmente, temos esta pequena mente, de que para sermos grandes, temos que mostrar primeiro aos outros que o somos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Da sorte

Não quero ser aquela miúda lamechas que sempre gozei. Não quero dizer que as coisas vão ser de uma certa forma - nunca o são. Que vamos ser felizes para sempre. Ficar sempre juntos. Sempre. Não gosto da palavra sempre. É como o nunca. São as palavras mais traiçoeiras que conheço. A única certeza é mesmo o presente. E agora, neste momento, eu quero ficar contigo. Quero ficar contigo no futuro. Não sei se vai acontecer. Gostava que sim.
Não sei como é que a nossa história está a ser escrita. Não é que sejam tudo rosas e mel. Mas somos nós. E gosto tanto mas tanto de nós. Não de mim, não de ti. Mas de nós.
Do desabafo ao fim do dia. Do amor. Do calor que emitimos. Dessa energia boa.
Das pequeninas coisas que vamos fazendo.
De saber a sorte que temos.

Não sei se vai durar para sempre.
Mas espero bem que sim. Queria muito.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pequeno desejo para o resto da vida, ok?

Há coisas que por muito que tente, não consigo bem entender.
Quer boas, quer más. Se bem que as más normalmente têm sempre uma explicação de componente financeira. Mas não queria ir por aí. Porque não foi por isso que me apeteceu escrever isto.
Há peças em mim que vão acordando. Há medida que cresço, que conheço mais coisas e que dou por mim a descobrir novos sentimentos, elas acordam. É como se sempre as conhecesse. Mas nunca as tivesse visto em mim mesma.
O meu pequenino vai fazer dois anos. Sou só a madrinha e tia babada. Aquela que tem paciência quando os pais estão pelos fios dos cabelos, fartos dos choros e birras. Aquela que QUER adormecer o pequeno. E juro que não me importo de estar uma tarde inteira com ele a brincar. E também é ele o único que tolero que me acorde meio aos gritos. 
Só quero que ele cresça bem. Quero mesmo.


sábado, 3 de janeiro de 2015

Ano Novo

O ano novo é como um ponto de viragem. Uma nova oportunidade de começar tudo de novo. Uma brisa fresca. Uma pequenina esperança a que nos agarramos logo. E agarramos o melhor que conseguimos.
Não que de repente todo o nosso ser ganhe um gesto de mudança. Nada disso.
Mas parece que ganhamos um gesto de motivação. Pronto a empurrar-nos um pouquinho para a frente. Ou que nos permita sonhar um pouquinho mais. Que nos é oficialmente concedida permissão para virar costas ao passado e recomeçar de onde caímos.
Costumam dizer '365 new days - 365 new stories to live'.
E estou mesmo pronta para 365 boas histórias.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"O tempo dos mal vestidos"

É como a L. lhe chama.
Está tudo nublado num dia. No outro chove. No outro faz sol. Mas a temperatura não sai dos 20ºC. Além de que, já estamos em meados de Outubro. Já é tempo de frio. Ou seria.
Então, pelas ruas tanto vemos t-shirts como kispos. Tanto vemos casaco em cima de camisola, como jeans e top. 
É o tempo dos mal vestidos. Ninguém anda em concordância.


A gripe perfeita: A lista

De pijama
Com uma manta
Pantufinhas para todo o lado
Silêncio
Chá de limão
Xarope de nabo e cenoura
Canjinha quentinha
Muita muita água
Óleo de alho para o ouvido
Posição fetal 
Cuidados do namorado

Tenho quase tudo para estar curada :(


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre o ERASMUS as pessoas

Dizem que o ERASMUS é fantástico, em parte, pelas pessoas fantásticas que conhecemos.
Eu confesso. Conheci pessoas assim. Completamente diferentes umas das outras.
Algumas, provavelmente, nunca mais vou ver.
Eu acho que é aí que reside o segredo.
 Conhecer pessoas, sabendo que em breve, no meu caso, menos de 3 meses, a probabilidade de voltar a estar com elas nas mesmas condições, seria mínima.
É uma espécie de "viver a vida máxima, que são só 2 dias".

Eu tenho mesmo a noção que a forma como interagi com elas, é completamente diferente da forma com que interajo com colegas de trabalho ou recém-conhecidos, amigos de amigos...
Há mais confiança.
Até porque, no final do dia, só podiamos contar uns com os outros.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"Somos meninas"

São 16h30 da tarde. A L. e a C. vão comprar pão e croussants. Voltam com pão e dois cachorros quentes. Provei uma batata. Que erro fatal. Vai de se comprar um 3º hot dog. Soube-me pela vida. Será que é desta que engordo até aos 50kg? Ficámos todas cheias, com bolinhas na barriga. 

São 17h30 da tarde. A L. e a C. entram-me quarto dentro. Excitadas. Que amanhã temos visitas. Precisamos de arranjar a casa. Lembrei-me da ideia das paletes de madeira. Vai de se andar a pedir de mercearia em mercearia. Mas aquilo não pode ficar só assim em madeira. 
Não, não, não. Precisamos de cor. Precisamos de compor as coisas. Bora comprar spray aos chineses. 
Chegamos a casa e mãos ao trabalho. Fez-se uma prateleira em 15 minutos. 

E então, vamos chamar a senhoria para ver se gosta? 
A L. vai lá. 
A senhoria diz-nos que está um mimo, que está adorável. 
Que a nossa sala está tão colorida e jovem. 
Que "somos meninas".


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Somos mulheres. Falamos de sexo. De amor.
Não sei se mais ou menos que os Homens. Não faço ideia.
Não sei se exatamente das mesmas coisas.
Mas falamos. Em qualquer idade. Mais ou menos.
E gostamos.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Eu e o Outono

Adoro o Outono.
O meu cabelo não.


Hoje apetece-me falar do meu namorado. Só porque sim.

Não é que ele seja perfeito. Irrita-me cada vez que se põe a jogar League of Legends e me ignora logo de seguida. Todas as vezes que ele tem razão, e eu não... Chega a ser chato. É mais chato quando achamos os dois que temos razão. Mas como nenhum leva a porca a torcer o rabo, já se sabe que mais vale acabar com o assunto. Que goste de me provocar. Raio do cachopo. Pega-me em qualquer assunto e ainda me puxa mais. Ou que perca tempo a consertar coisas que eu, sinceramente, acho que não valem a pena. Se ficam melhor? Ficam. Se isso me leva a perder a irritação? Nope. Com sorte ainda aumenta.

Mas a verdade, é que mudei muito com ele. Muitos pontos de vista.
Passei a ver as coisas com mais um olho.
Quase que me habituo ao perfeccionismo dele.
Quase que me torno naquelas adolescentes que passam um fim-de-semana sem o namorado e "MORREM" de saudades.
Habituei-me mal. Habituei-me ao mimo. Ao colo. Às brincadeiras. Ao porto de abrigo depois de se passar um dia mau. 
E cada vez que ele se vai embora mais uma semana, sinto sempre um apertozinho. Habituei-me à presença dele.
E nisto, já lá vai um ano que comecei a conhecê-lo. É pouquinho, e passou já tão rápido. 
Leva-me sempre a pensar mais. De como é engraçada a forma como as coisas se dão. E como tudo se desenrola tal fita de carnaval. Fez-me bem conhecer uma pessoa assim.
Faz-me bem.



Precisava de um tempo. De deixar de ver este blogue como obrigação para "vontade de escrever". Voltou. Voltei.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Banalidades

Continua a vida de estagiária, melhor que na Finlândia. Ao menos aqui sei o que é trabalhar. E não é nada mau. às vezes é um bocado frustrante. Quando se faz asneira. E eu esqueço-me tanta vez de tanta coisa. Mas deve ser esse o propósito do estágio. Aprender. Ganhar experiência. Tenho estado por Lisboa. No big deal. Já gostei mais desta cidade. Tornou-se meia banal. Se bem que uma guitarra portuguesa na rua nunca me passa ao lado.

Acho que começo é a ter saudades de casa. Isso sim.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vida de estagiária

Não é difícil, não é fácil, é uma vida. Outra vida.
Conversas sobre a Mango pela manhã. Sapatos, camisolas, unhas e cabelos.
Chegam os doentes, começa o trabalho. Pesar, medir, enche, sopre! Força na barriga! "Dra isto, dra aquilo"
Fica-se a olhar. À espera que nos dêem alguma coisa para fazer. Contam-se minutos para a hora de almoço. Aproveitam-se melhor os minutos sentada. Toleram-se as alergias. Ai que maldita poluição esta a de Lisboa. "Acho que já podem ir para casa meninas" Vai um cafézinho, apanha-se o autocarro. Passa-se na farmácia: Anti-histamínico, se faz favor. Chega-se a casa. Toma-se o anti-histamínico. Dorme-se a tarde toda. Bora lá aproveitar que amanhã se entra mais tarde para rever matéria.
E amanhã é outro dia.